A voz da narradora não resume a sua condição de sobrinha à espera de uma tia avoada levada pelo mar insistente da melancolia. Essa voz também é a tradução de nossos corações silenciados. É urgente o grito que esse conto ousa ofertar, partindo os copos do armário. Para onde levam nossas tias, nossa incerteza, nossa falta de normalidade? Poderia ser ternura o sentimento dedicado aos que vagam pelos corredores da mente, mas, entre sussurros, ainda são chamados loucos... O que caberia à vida que nomeamos humana quando fragilizada por padrões de comportamento? Esta história é para ler e reler, trazer na voz entoando medicina de melhor acolher nos cuidados com a alma. Tal e qual faríamos, chorando diálogos clariceanos, recuperando as imagens inesquecíveis provocadas pelas frases de João Guimarães Rosa em “Sorôco, sua mãe, sua filha”, quando avistam o trem e já não podem impedir a partida. Enquanto não lembro é nossa imagem refletida no espelho.
Penélope Martins
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